A exposição Carimbos traz um importante conjunto da produção de Carmela Gross, que teve o carimbo como meio e linguagem. Produzido ao longo de dois anos, de 1977 a 1978, o processo culminou com a exposição Carmela Gross: Carimbos na galeria Gabinete de Artes Gráficas, em São Paulo.


Das matrizes aos estudos, de materiais gráficos da exposição a obras produzidas no período, a mostra tem a curadoria de Ricardo Resende e exibe mais de 300 itens por meio dos quais é possível compreender o processo de criação e os conceitos por trás da obra.

 

Carmela Gross
CARIMBOS
1977-78, Arquivos do projeto

"Uma exposição absolutamente museológica, que revela o que foi pensado e como foi executada a ideia pela artista. Parece mais uma narrativa contada ao longo do tempo de criação. Começa com um estudo de paisagem que, para quem observa o mundo, é de onde vem todas as linhas e formas. Juntou e guardou tudo, desde um pequeno pedaço de papel onde experimentava fazer um rabisco até a conclusão da obra-processo."

(Ricardo Resende)

A coleção, formada pelos carimbos, estudos, materiais gráficos e documentos, será doada ao IAC e, em breve, estará disponível para pesquisa.

Carimbos foi viabilizada por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, Ministério da Cultura, Governo Federal, com o patrocínio do Banco J.P. Morgan. O educativo tem o apoio do Instituto Galo da Manhã.

Carmela Gross (São Paulo, 1946) tem realizado trabalhos em grande escala que se inserem no espaço urbano e que assinalam um olhar crítico sobre a arquitetura e a história urbana. O eixo comum, para além da diversidade dos contextos e das propostas elaboradas em cada caso, é o conceito básico de trabalhar-na-cidade. O conjunto de operações que envolvem desde a concepção do trabalho, passando pelo processo de produção, até a disposição no lugar de exibição enfatizam a relação dialética entre a obra e o espaço, entre a obra e o público/transeunte. Os trabalhos procuram engendrar novas percepções artísticas que afirmam uma ação e um pensamento críticos e que trazem à tona a carga semântica do lugar, seja ele um espaço público, uma instituição ou o momento de uma exposição. Fonte: https://carmelagross.com/cv/

Ricardo Resende, mestre em História da Arte pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (USP), tem carreira centrada na área museológica. Trabalha desde 1988 em instituições museológicas como o Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, o Museu de Arte Moderna de São Paulo, Museu De Arte Contemporânea do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, em Fortaleza, FUNARTE, no Rio de Janeiro Centro Cultural São Paulo, quando desempenhou as funções de arte-educador, produtor de exposições, museógrafo, curador assistente, diretor geral e curador da instituição. Foi curador do Projeto Leonilson de 1996 a 2017. É Conselheiro Curatorial do Instituto de Arte Contemporânea, em São Paulo e Conselheiro do ICOM Brasil. É curador do Museu Bispo do Rosário Arte Contemporânea desde 2014 no Rio de Janeiro.

Programa "O MAC Encontra os Artistas"

12/06/2012

O programa “O MAC Encontra os Artistas” convida artistas a abordarem sua trajetória, com destaque especial para suas obras pertencentes ao acervo do MAC USP.

Neste episódio, a artista Carmela Gross fala sobre sua obra.