Marilá Dardot (Belo Horizonte, 1973) é artista visual e Mestre em Artes Visuais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Vive e trabalha na Cidade do México. Trabalha com diversos meios, como vídeos, fotografias, gravuras, esculturas, pinturas, ações, instalações e site-specifics, sendo a linguagem e a literatura suas fontes de inspiração constante. Alguns de seus projetos propõem participação do público e colaborações com outros artistas. Suas obras fazem parte de relevantes coleções particulares e museus, como: Inhotim, Pinacoteca de São Paulo, MAM SP, MAM RJ, Sayago e Pardon Collection, Suna and Inan Kiraç Foundation, entre outras.
Lothar Charoux (Viena, 1912 – São Paulo, 1987) pertenceu ao grupo de pioneiros que em 1952 lançou em São Paulo o manifesto Ruptura, cujo verso vinha escrito em vermelho: A obra de arte não contém uma ideia, é ela mesma uma ideia. Ao negar a arte cópia da realidade em favor da arte concreta, esse postulado produziu um corte radical em relação à tradição figurativa. Na prática, a introdução dos princípios construtivos na arte brasileira constituiu uma revolução estética cujos efeitos chegam até nossos dias. A obra de Charoux pode ser encontrada em inúmeras coleções no Brasil e exterior, destacam-se: MAC USP, MAC Nitério, MAM SP, MAM Bahia, MAM RJ, Pinacoteca de São Paulo, Fundação Edson Queiróz, Museum of Fine Arts Houston, entre outras.
Willys de Castro (Uberlândia, 1926 – São Paulo, 1988) conhecido por uma atuação múltipla, entrou para a história da arte brasileira como artista plástico. Em sua busca pelo universal, associada a uma formação bem estruturada lhe permitiu ultrapassar as artes plásticas enveredando pela música, teatro, poesia, design gráfico, pela arte que se projeta para além dos limites que caracterizam uma determinada forma de expressão artística. Desde o início dos anos 1950, Willys de Castro escreve, estuda e traduz poemas concretos. Seu interesse pela poesia o levou a escrever uma série de poemas valorizando tanto a importância gráfica das palavras distribuídas no papel, a visualidade que muitos deles sugerem e, acima de tudo, sua sonoridade muito distinta. São de Willys de Castro as inéditas partituras de verbalização das poesias concretas que foram interpretadas pelo Movimento Ars Nova. Assim como os demais, Willys tem sua obra presente nos mais relevantes acervos do país, como a Pinacoteca de São Paulo, MAM SP, MAM RJ, Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, fora do Brasil, o destaque fica para a Fundación Cisneros – Colección Patricia Phelps de Cisneros.